Livro para o Mês de Julho

2007 August 28
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by Nunovsky

Apresentamos o livro do Clube de Leitura para o mês de Julho de 2007:

“À Espera no Centeio” de J.D. Salinger

250 mil americanos saem, todos os anos, de uma livraria, com um exemplar na mão; Mark David Chapman ao assassinar o mais famoso dos Beatles, John Lennon, tinha um exemplar no bolso; John Winckley tinha um na mesinha-de-cabeceira no dia em que disparou sobre Reagan; “The Catcher in the Rye” é um livro mítico, citado abundantemente no cinema e na literatura americana.

O livro conta a história de três dias na vida de um adolescente de 16 anos, Holden Caulfield, que acabou de ser expulso do seu colégio, Pencey, e decide fazer uma gazeta em Nova Iorque, a duas semanas do Natal. O romance é negro, cheio de surpresas e jargão, narrativa visual, na primeira pessoa, diálogo rápido, linguagem simples, ritmos interiores e oralidade muito inovadora na época da publicação, 1951.

A personagem principal é um jovem na idade do “armário”. Holden é um adolescente chocado com a indiferença que o rodeia mas também dolorosamente deprimido pela sua incompreensão do mundo. The Catcher in the Rye joga com a alienação e a imaturidade. É uma tragédia com humor, sobre o que se passa na alma de um rapaz em mudança, incapaz de enfrentar o fim da inocência.

Nascido em 1919, Jerome David Salinger é um autor americano conhecido pela sua tendência à reclusão e pela ausência de publicações desde 1965. Criado em Manhattan, New York, Sallinger frequentou vários colégios onde começou a escrever contos, tem efectuado a sua primeira publicação em 1940. Em 1951, publicou “À espera no centeio”, que permanece até à data como o seu único romance publicado. Posteriormente publicou mais 3 livros de contos.

O sucesso e a polémica resultante da publicação do livro levou a que se retirasse gradualmente da vida social e adoptasse uma postura de reclusão que permanece até à data. Embora não tenha publicado nada desde 1965, numa das raras entrevistas concedidas confirmou que continuava a escrever e que teria pelo menos mais dois romances completos.

Pausa nas Actividades do Clube

2007 August 28
by Nunovsky
Para quem tem sido frequentador assíduo deste blog, certamente não terá passado despercebida a ausência de posts desde Junho.

Aproveitámos este período para fazer uma reflexão sobre o futuro do clube e optámos por retomar novamente as actividades até ao final do ano. Depois, logo se verá…

Para recuperar, começamos a publicar os posts referentes aos meses de Julho e Agosto para que não se perca o fio das leituras previstas e lançar duas fantásticas obras de reconhecidos autores como J.D. Salinger e Samuel Beckett.

Até à próxima e boas leituras!

Livro para o Mês de Junho

2007 June 12
by Nunovsky

Apresentamos o livro do Clube de Leitura para o Mês de Junho de 2007:

“Madame Bovary” de Gustave Flaubert

Madame Bovary é um romance escrito por Gustave Flaubert que resultou num escândalo ao ser publicado em 1857. Quando o livro foi lançado, houve em França um grande interesse pelo romance, pois levou seu autor a julgamento.

Ele foi levado aos tribunais acusado de ofensa à moral e à religião, num processo contra o autor e também contra Laurent Pichat, diretor da revista Revue de Paris, em que a história foi publicada pela primeira vez, em episódios e com alguns pequenos cortes. A Sexta Corte Correcional do Tribunal do Sena absolveu Flaubert, mas o mesmo procedimento não foi adotado pelos críticos puritanos da época, que não perdoaram o autor pelo tratamento cru que ele tinha dado, no romance, ao tema do adultério, pela crítica ao clero e à burguesia: (Gostava do mar apenas pelas suas tempestades e da verdura só quando a encontrava espalhada entre ruínas. Tinha necessidade de tirar de tudo uma espécie de benefício pessoal e rejeitava como inútil o que quer que não contribuísse para a satisfação imediata de um desejo do seu coração - tendo um temperamento mais sentimental do que artístico e interessando-se mais por emoções do que por paisagens.).

É considerada por alguns autores como a primeira obra da literatura realista. “Emma Bovary c’est moi” (Emma Bovary sou eu), disse Gustave Flaubert (1821-1880), o criador deste que é por muitos considerado o ápice da narrativa longa do século XIX - o chamado século de ouro do romance. Flaubert, o esteta, aquele que buscava o mot juste (a palavra exata) e burilava os seus textos por anos a fio, imbuiu-se da consciência e da sensibilidade da sua personagem. Atingiu, com a irretocável prosa de Madame Bovary, um dos mais altos graus de penetração e análise psicológica da literatura universal.

Madame Bovary é uma obra capital na literatura do seu tempo, um daqueles livros que dão início a uma época literária. Tomando propositadamente um tema sem grandeza aparente, Flaubert quis obrigar o seu talento a enfrentar dificuldades técnicas que o levassem a vencer o romantismo exacerbado que o dominava. O resultado foi a obra-prima que o leitor tem em mãos e que Émile Zola descreveu da seguinte maneira: «Quando Madame Bovary apareceu, foi uma completa revolução literária. Teve-se a impressão de que a fórmula do romance moderno, esparsa pela obra colossal de Balzac, fora reduzida e claramente enunciada nas quatrocentas páginas de um único livro. Estava escrito o código da nova arte».

Flaubert nasce em Rouen em 1821, filho de um médico, e cresceu no hospital onde seu pai era cirugião-chefe. Após ter reprovado nos exames de direito na Universidade de Paris, começa em 1843 a escrever seus romances. Escreveu ainda Salammbô, uma reconstituição da civilização Cartaginense na época das guerras púnicas. Veio-lhe a idéia dessa obra, após sua visita às ruinas de Cartago em 1862.

Gustave Flaubert é também autor das obras: “A tentação de Sto. Antonio” (1874), “Educação Sentimental” (1869) e “Três Contos”, entre outros. Em 1844, com epilepsia, se isola em um sitio pertecente à seu pai. Em 1856, após cinco anos de trabalho, publica “Madame Bovary”, seu romance realista mais conhecido, no qual critica os valores românticos e burgueses da época.

Livro para o Mês de Maio

2007 May 5
by Nunovsky

Apresentamos o livro do Clube de Leitura para o mês de Maio de 2007:

“Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago

“Ensaio sobre a Cegueira” aborda a emergência de uma inédita praga de uma repentina cegueira abatendo uma cidade não identificada, inexplicável e incurável. Tal “cegueira branca” — assim nomeada pois as pessoas infectadas percebem em seus olhos nada mais que uma superfície leitosa — manifesta-se primeiramente em um homem sentado no trânsito e, lentamente, se espalha pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos, pela obscuridade, a meros seres lutando por seus instintos. À medida que os afectados pela epidemia são colocados em quarentena, em condições desumanas, e os serviços estatais começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afectada pela doença que cega todos os outros.

O romance nos mostra o desmoronar completo da sociedade que, por causa da cegueira, perde tudo aquilo que considera como civilização e, (tal como em A Peste, de Albert Camus) mais que comentar as facetas básicas da natureza humana à medida que elas emergem numa crise de epidemia, Ensaio sobre a cegueira mostra a profunda humanidade dos que são obrigados a confiar uns nos outros quando os seus sentidos físicos os deixam.

José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18. Seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não perfizera três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas.

No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance (“Terra do Pecado”), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista “Seara Nova”. Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal “Diário de Lisboa” onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do “Diário de Notícias”. Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.
 
Escritor polémico, tanto pelas posições públicas assumidas relativamente a determinados temas políticos, como também por um estilo de escrita em que constrói frases e parágrafos longos, em que a pontuação é utilizada de modo não convencional, o reconhecimento pela sua obra veio com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 1998. É autor de obras como “Memorial do Convento” 1982), “O Evangelho segundo Jesus Cristo” (1991), “Todos os nomes” (1997), entre outros. Reside em Lanzarote, Espanha, com a sua companheira de longa data, onde continua a aumentar uma obra já de si extensa.

Livro para o Mês de Abril

2007 April 7
by Nunovsky

Apresentamos o livro do Clube de Leitura para o mês de Abril de 2007:

“O Homem Invisível” de Ralph Ellison

Invisível para os brancos racistas, para os brancos emancipadores e para os próprios negros radicais, o protagonista desta obra deseja apenas ser como é. E não como realmente acontece, ou seja, um homem «invisível», já que realmente todos vêem o que o rodeia e não a ele próprio.
Homem Invisível revela a dor da existência do homem negro num mundo branco. É a história da viagem de um jovem negro pelos estados sulistas da América nos primeiros anos do século XX. Com o passar do tempo, entre experiências frequentemente contraditórias, o protagonista fica a conhecer o mundo dos negros, o mundo dos brancos e o seu próprio mundo. Trata-se, no fundo, de uma peregrinação excepcionalmente esclarecedora sobre questões fundamentais como a raça, a existência humana ou os ideais democráticos.

Primeiro romance de um autor então desconhecido, Homem Invisível provocou uma intensa polémica, aquando da sua publicação, em 1952. Hoje, é unanimemente considerado pela crítica uma obra-prima, talvez mesmo a melhor obra afro-americana de sempre. Foi distinguida com o importante National Book Award e consagrou Ralph Ellison como um dos autores mais marcantes do século XX. Está publicada em mais de vinte países.

Ralph Ellison nasceu em Oklahoma City,em 1913. Lewis Ellision, seu pai, deu-lhe o nome do famoso poeta e filósofo americano, Ralph Waldo Emerson, afirmando que estava “educando o seu filho para ser um poeta”. Ellison perdeu o pai aos 3 anos, tendo sido criado pela mãe. Começou a tocar trompete no liceu, tendo conseguido uma bolsa para estudar música no Tuskegee Institute em Macon County, Alabama. Enquanto prosseguia os seus estudo em música, passava períodos cada vez mais prolongados na biblioteca, lendo os clássicos modernistas. Três anos depois, Ellison mudou-se para New York para juntar dinheiro para o ano de finalista, tendo posteriormente decidido enveredar pelas artes visuais, nomeadamente a escultura. Foi durante este período que começou a escrever alguns artigos e contos, balizado numa relação com o escritor Richard Wright. Para além de “O Homem Invisível”, Ellison publicou um outro romance intitulado Juneteenth (1999), que estava previsto ser uma trilogia, tendo no entanto sido interrompida com a sua morte em 1994, devido a cancro no pâncreas. Foi escritor, músico, escultor, fotógrafo e professor, tendo publicado diversos contos e ensaios, o que o constituiu como uma das vozes mais marcantes da cultura afro-americana da 2ª metade do Séc. XX. 

Livro para o Mês de Março

2007 March 10
by Nunovsky

Apresentamos o livro do Clube de Leitura para o mês de Março de 2007:

“A Invenção de Morel” de Adolfo Bioy Casares.

A invenção de Morel foi publicado originalmente em 1940. Narrado em primeira pessoa por um fugitivo da justiça, como um diário deixado ao futuro, conta a história de sua busca por esconderijo e salvação numa ilha deserta. Esta já fora habitada, tinha algumas construções abandonadas e era considerada foco de uma enfermidade terrível, que “matava de fora para dentro”. Lá encontra máquinas misteriosas e um grupo de turistas, que se diverte sem tomar conhecimento de sua presença. O refugiado apaixona-se por uma das mulheres do grupo e então descobre Morel, inventor de uma máquina de imagens que reproduz realidades passadas.E aqui começa o mistério, a alternância entre alucinação e realidade. A Invenção de Morel é um romance fantástico e um romance de aventuras, mas também uma reflexão em torno das fronteiras da realidade, em torno do amor e da imortalidade.

Adolfo Bioy Casares (1914-1999) é um dos escritores argentinos mais importantes do Século XX.
Foi galardoado com inúmeros prémios nacionais e internacionais, dos quais se podem destacar o Premio Municipal de Literatura de la Ciudad de Buenos Aires (1940), Premio Mondello (Itália, 1984), Premio Cervantes (1990), Premio Consagración Nacional (pelo conjunto da sua obra, 1992), para além dos inúmeros Doutoramentos honoris causa que foi recebendo um pouco por todo o mundo.
A sua obra literária, traduzida em mais de vinte idiomas, de incontestável importância e reconhecimento mundial, conta com romances como Plan de evasión, La trama celeste, Diario de la guerra del cerdo, La invención de Morel, El heróe de las mujeres ou Una muñeca rusa entre muitos outros.

Livro para o Mês de Fevereiro

2007 February 4
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by Nunovsky

Apresentamos o livro para o mês de Fevereiro de 2007:

“Jakob Von Guten” de Robert Walser

Jakob von Gunten é o terceiro romance de Robert Walser, o seu preferido e o mais inovador. Foi escrito em 1909, em Berlim, três anos depois de o autor deixar o instituto onde foi educado. O protagonista principal do livro é o Instituto Benjamenta, onde se procurava sobretudo incutir «paciência e obediência, duas qualidades que pouco ou nenhum proveito prometem». Através do diário do estudante Jakob, conta-se uma «história singularmente delicada», para usar a expressão de Walter Benjamin. Jakob começa por tornar-se um enigma para ele próprio, levando-nos depois através de medos, dramas e também mistérios, a um desfile de personagens e situações que é um dos mais marcantes do século XX, contribuindo para que Susan Sontag considerasse Robert Walser um «escritor verdadeiramente magnífico que nos parte o coração».

Robert Walser nasceu em Biel, na Suíça, em 1878 e viveu em Berna e Zurique, Estugarda e Berlim. Escreveu uma obra desdobrada em quinze livros, «estranho e fascinante espelho da vida», admirada por Musil, Kafka e Walter Benjamin. Morreu quando dava um dos seus passeios solitários no dia de Natal de 1956, perto do manicómio de Herisau, onde passou os últimos anos. Em português , tem igualmente editados, na Relógio D’Água, os livros O Salteador, A Rosa e O Ajudante.

Livro para o Mês de Janeiro

2007 January 9
by Nunovsky

Apresentamos o livro do Clube de Leitura para o mês de Janeiro de 2007:

“As Cidades Invisíveis” de Italo Calvino

«Nada garante que Kublai Kan acredite em tudo o que diz Marco Polo ao descrever-lhe as cidades que visitou nas suas missões, mas a verdade é que o imperador dos tártaros continua a ouvir o jovem veneziano com maior atenção e curiosidade que a outro qualquer enviado seu ou explorador… Só nos relatos de Marco Polo, Kublai Kan conseguiu discernir, através das muralhas e das torres destinadas a ruir, a filigrana de um desenho tão fino que escapasse ao roer das térmitas.»

As Cidades Invisíveis (no original, Le Città Invisibili) pertencem ao campo surrealista. O livro é estruturado como uma colectânea de 55 mini-contos matematicamente intitulados e enquadrados por fragmentos de conversas entre Marco Polo e Kublai Kan. A história que o sobrevoa e lhe serve de pretexto trata dos relatórios que Polo faz ao rei dos mongóis sobre as cidades que visita nas suas viagens pelo grande império do Kan. Mas, na realidade, o objectivo de Calvino é traçar-nos o retrato de uma série de cidades exemplares, e como tal fantásticas, perdidas num limbo espaço-temporal onde os bazares e as rotas de caravanas se cruzam com problemas de tráfego e arranha-céus, cada uma com uma característica que a marca e distingue (e que se reflecte no título do mini-conto respectivo), e todas com nomes femininos, chegando por vezes a assaltar-nos a dúvida se Calvino não estará no fundo a falar de mulheres e não de cidades.

Italo Calvino nasceu em Santiago de las Vegas (Cuba), a 15 de Outubro de 1923. Em Itália passou praticamente toda a sua vida, exceptuando os 13 anos que viveu em Paris. Faleceu em Siena, a 19 de Setembro de 1985. Estudou em San Remo até aos 20 anos, ingressando então na Resistência contra o fascismo e a ocupação nazi, depois de aderir ao Partido Comunista, que abandonou em 1957, após a insurreição húngara. Terminada a Segunda Guerra Mundial, instalou-se em Turim, começando a trabalhar na Einaudi, que depressa se transfomou numa das maiores editora italianas do pós-guerra. Na sua vasta obra literária, predomina uma constante coexistência do realismo com a fantasia, dando vida a uma realidade transfigurada.

Lista para o ano de 2007

2007 January 4
by Nunovsky

Caro colegas de clube,

2006 já passou e entramos neste novo ano com um espírito renovado e cheios de vontade de novas leituras.

Assim, apresentamos a nova lista para o ano de 2007, aproveitando os contributos dos membros que deixaram as suas sugestões no blog. Assim sendo, aqui estão os livros escolhidos:

Janeiro - “As Cidades Invisíveis” de Italo Calvino

Fevereiro - “Jacob Von Guten, Um Diário” de Robert Walser

Março - “A Invenção de Morel” de Adolfo Bioy Casares

Abril - “O Homem Invisível” de Ralph Ellison

Maio - “Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago

Junho - “Madame Bovary” de Gustave Flaubert

Julho - “À Espera no Centeio” de J.D. Salinger

Agosto - “Murphy” de Samuel Beckett

Setembro - “O Amante” de Marguerite Duras

Outubro - “Lolita” de Vladimir Nabokov

Novembro - “Norwegian Wood” de Haruki Murakami

Dezembro - “As Partículas Elementares” de Michel Houellebecq

Livro para o Mês de Dezembro

2006 December 18
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by Nunovsky

 Apresentamos o livro do Clube de Leitura para o mês de Dezembro de 2006:

“A Família” de Mario Puzo

Enquanto a implacável Peste Negra assolava a Europa, uma nova cultura começava a florescer nas cidades e o estudo das grandes civilizações clássicas iniciava uma época de esplendor para as artes, as letras e as ciências. Em Roma, a restauração de um único trono papal vaticinava uma nova etapa de poder e fausto do papado, mas ao mesmo tempo a corrupção ameaçava a Igreja. Altos mandatários eclesiásticos visitavam os bordéis e mantinham várias amantes, aceitavam subornos e negociavam com as bulas papais que perdoavam os pecados mais atrozes. Assim era a vida no Renascimento. Assim era o mundo de Alexandre VI, o Papa Bórgia, e dos seus filhos César, João, Lucrécia e Godofredo. Esta é a história, o retrato fascinante de uma família cuja ambição e sede de poder a levariam ao topo do mundo e a crónica do alto preço que pagaram por isso.

Mario Puzo nasceu em 1920 em Nova Iorque. Realizou o serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial e formou-se pela Universidade de Columbia. Foi autor de vários romances, entre os quais O Padrinho, que lhe trouxe o reconheceimento mundial. Escreveu vários guiões cinematográficos, o mais conhecido dos quais a trilogia O Padrinho, filmado por Francis Ford Coppola, que foi galardoado com dois Óscares. Mario Puzo faleceu no dia 2 de Junho de 1999, em Long Island. A Família, o seu último romance, é o resultado de um trabalho de mais de dez anos e foi publicado postumamente. Carol Gino, assistente pessoal e companheira de Mario Puzo durante muitos anos, trabalhou intensamente com o autor na preparação deste romance. Com a colaboração do historiador Bertram Fields, encarregou-se de rever e completar os capítulos que ficaram inacabados com a morte do autor.