
Apresentamos o livro do Clube de Leitura para o mês de Julho de 2007:
“À Espera no Centeio” de J.D. Salinger
250 mil americanos saem, todos os anos, de uma livraria, com um exemplar na mão; Mark David Chapman ao assassinar o mais famoso dos Beatles, John Lennon, tinha um exemplar no bolso; John Winckley tinha um na mesinha-de-cabeceira no dia em que disparou sobre Reagan; “The Catcher in the Rye” é um livro mítico, citado abundantemente no cinema e na literatura americana.
O livro conta a história de três dias na vida de um adolescente de 16 anos, Holden Caulfield, que acabou de ser expulso do seu colégio, Pencey, e decide fazer uma gazeta em Nova Iorque, a duas semanas do Natal. O romance é negro, cheio de surpresas e jargão, narrativa visual, na primeira pessoa, diálogo rápido, linguagem simples, ritmos interiores e oralidade muito inovadora na época da publicação, 1951.
A personagem principal é um jovem na idade do “armário”. Holden é um adolescente chocado com a indiferença que o rodeia mas também dolorosamente deprimido pela sua incompreensão do mundo. The Catcher in the Rye joga com a alienação e a imaturidade. É uma tragédia com humor, sobre o que se passa na alma de um rapaz em mudança, incapaz de enfrentar o fim da inocência.
Nascido em 1919, Jerome David Salinger é um autor americano conhecido pela sua tendência à reclusão e pela ausência de publicações desde 1965. Criado em Manhattan, New York, Sallinger frequentou vários colégios onde começou a escrever contos, tem efectuado a sua primeira publicação em 1940. Em 1951, publicou “À espera no centeio”, que permanece até à data como o seu único romance publicado. Posteriormente publicou mais 3 livros de contos.
O sucesso e a polémica resultante da publicação do livro levou a que se retirasse gradualmente da vida social e adoptasse uma postura de reclusão que permanece até à data. Embora não tenha publicado nada desde 1965, numa das raras entrevistas concedidas confirmou que continuava a escrever e que teria pelo menos mais dois romances completos.






